quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Calor.


Praia. Mergulhos. Pôr do sol. 
Esta música vai estar a tocar bem junto à areia neste verão. Nos vários serões de praia e naqueles momentos em que a energia solar queima a pele e nos activa a mente. 
Isolo-me nos in ears e encontro-me a sós com aquilo que apenas desejo. Vou ao encontro dos meus momentos e inspiro-me para os próximos. 
É o verão a potenciar atitude!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lançar-se no vazio até ao abraço


A vida é uma instabilidade constante. Tudo obedece a uma lógica de subidas e descidas, avanços e retrocessos, alegrias e tristezas...

É preciso compreender esta harmonia de respiração emocional, como se navegássemos num mar infinito de ventos e marés sempre novos.
Nos momentos críticos experimentamos um vazio tremendo, semelhante ao que os trapezistas sentem quando se vêem no ar entre um trapézio e outro, onde a coragem tem de vencer o nada. Momentos de vertigem única. Instantes de vida, que podem durar anos, em que se deve manter uma fé à prova de tudo e de todos.
É nos piores momentos que se descobrem os grandes gestos. Há pessoas que são portos seguros, trapezistas que arriscam a sua própria queda para nos ajudarem, para nos agarrarem, para que a sua força preencha a nossa fraqueza. Não nos condenam, apenas nos sorriem olhos nos olhos, como iguais. Sem nos julgarem. Sem nos cobrarem. Deixando-nos ir, se quisermos isso...
Depois há as outras pessoas, as normais, aquelas que quanto menos têm para dizer mais falam... que só sabem manipular e a isso até chamam amor. As que estão sempre cheias de si mesmas e de pressa, julgam, agarram, dizem e desdizem, largam, condenam e esquecem... sem hesitar ou ter dúvidas ou ressentimentos. Com um orgulho em si mesmas tão épico quanto ridículo.
Hoje parece que não há paciência nenhuma, Fé, nem mesmo para esperar pelo bem. A recorrente vitória dos fatalismos sobre a esperança demonstra que quando se trata de confiar, a maior parte das gentes prefere virar costas e procurar algo mais imediato, em vez de sofrer numa luta que pode valer bem a pena sofrida, mas em que a simples incerteza quanto ao resultado é entendida como motivo mais do que suficiente para justificar a desistência... embora nunca lhe chamem desistir. Estas pessoas, as dos egos planetários, são génios dos eufemismos! Mentiras.
Já quase ninguém ama verdadeiramente. Hoje parece preferir-se a manipulação. Jogos de estratégias emocionais que visam a sobrevivência e a multiplicação dos egoísmos.
Quem ama não manipula. Quem ama é e promove o ser do outro, sem grandes condições. Olhos nos olhos. Verdade.
Claro é que a melhor forma de garantir que o nosso coração não se magoa é guardá-lo longe de tudo e de todos. Aí se preservará, mas não tardará até entrar numa lenta decadência de autodestruição, porque sem amar um coração morre e vive no inferno: esse caixão em que o fechámos, impenetrável, escuro, imóvel e sem ar. Ainda que esteja, com outros, no mesmo jazigo...
Quem ama está vivo e presente. É o presente. Vive à distância sincera de uma troca de olhares que atesta a verdade do Amor. Mas sem nunca, por nada, aprisionar o outro. Sofre-se o peso de montanhas. Choram-se rios. Mas acredita-se sempre que há uma vida, inteira e eterna, onde quem ama é feliz. Também aí com altos e baixos, afinal o bom não é monótono.
A vida dá-nos mais do que lhe conseguimos retribuir e, eis a sua maior maravilha: não espera nada em troca.
Ser grato pelo que sou é o passo decisivo que me fará arriscar tudo por entre os vazios quase infinitos dos trapézios... até chegar a abraçar, para sempre, o alguém que é o meu porto seguro. Onde quer que ele esteja. Aconteça o que acontecer. Quando há Amor a morte não interessa. “Até que a morte nos separe” acaba por ser uma proposição pessimista de gente com pouca fé que desconhece o que é e o que faz o Amor.
Por José Luís Nunes Martins

No more tears, my heart is dry




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Impossível é...


Hoje voltei a entrar no grande ecrã. Participei numa história que não era a minha... quando dei por mim já me tinha afogado e ressuscitei. Ficção à parte, saí da sala lavada em lágrimas boas. Daquelas que nos escorrem pela cara pelas melhores emoções. Foi forte!! 
Ficou a lição da esperança e do amor. Só sofre quem gosta e se sujeita à partilha. Quem sente que o seu lugar não fica por ali... e deseja viver para além dos obstáculos. 
Fiquei positivamente transtornada. 

Aconselho! 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

You would somersault in sand with me




E assim se embala no descanso. Mesmo que não seja por sono apetece fechar os olhos. Passar em revisão as coisas boas do ultimamente. Agarrar em frescas memórias que nos dão o impulso certo para o amanhã. Pensar... só no que aconteceu... e deixar de lado suposições e receios. 
Chegada à parte final da música volto a sentir exactamente os tais momentos fundamentais que nunca irão pertencer a um passado muito remoto. Dá mesmo vontade de parar aí... e entretanto o sono chega mesmo e transporta o pensamento para o sonho. 
O dia seguinte aparece e o sorriso levanta-me da cama com vontade de construir mais memórias destas. 


domingo, 20 de janeiro de 2013

+ 18



Gosto de provocar os outros. Ser activa mesmo pela observação. 
Saber apreciar toca-nos tanto ou mais como quando nos "damos a provar". Alimenta e sacia. 
Quando não queremos revelar o nosso EU directamente, caminhamos em direcção ao próximo e atacamos a sua postura. A partir daí tudo será reflexo de nós os dois.